domingo, 23 de janeiro de 2011

A involução da Musica



O tema de hoje irá pisar no calo de muita gente, pois de certa forma é uma coisa muito individual. Mas vocês já pararam para pensar como as musicas de hoje estão cada vez piores?

É de conhecimento de todos que convivem comigo que não gosto de forró. Principalmente de swingueira (os fãs de Lagosta Bronzeada que me desculpem). Mas quando digo que não gosto, não é por causa do ritmo, e sim pela letra.Hoje, as bandas estão fazendo musicas apelativas, principalmente no lado sexual, algumas musicas realmente deviam ser proibidas para menores.

Os shows são lotados de dançarinas seminuas rebolando, para ninguem notar o quão vazias são as letras.

Essa semana estava assistindo um DVD do Queen, e é muito lindo ver a paixão com que ele cantava. É fantástico mesmo sabe? Parece que antes as pessoas cantavam realmente com paixão, a musica não era apenas um meio de ganhar dinheiro e ficar famoso, era usada para se expressar, para denunciar, era feita para tocar as pessoas no coração, não na carteira.

*Eu tive meu pouco de areia Chutado sobre a minha face, Mas eu sobrevivi

Nós somos os campeões - Meus amigos E nós continuaremos lutando Até o fim (Queen –We are the champions)

Grandes compositores como Chico Buarque, com suas letras cheias de denuncias contra a ditadura, Erasmo Carlos, que também tem letras lindíssimas que atualmente são estragadas na voz de Roberto Carlos (que para mim, está na hora de parar de cantar), Cazuza , que eu particularmente não gosto como cantor mais tem ótimas letras, Djavan... E esses só os mais antigos, tem um pessoal da nova geração que dá orgulho de ver.

*Se nós, nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas

Diz com que pernas eu devo seguir (Chico Buarque – Eu te amo)

*Sem contar os dias, Que me faz morrer sem saber de ti, Jogado à solidão

Mas se quer saber, Se eu quero outra vida, Não, não. (Djavan – Te Devoro)

*E eu nem sei que hora dizer Me dá um medo ( que medo ), É que eu preciso dizer que eu te amo,

Te ganhar ou perder sem engano, É eu preciso dizer que eu te amo Tanto ( Cazuza – Preciso dizer que te amo)

Agora a parte que vou pisar no calo de muita gente (sorry, não posso fazer nada), mas swingueira, o que é swingueira? As pessoas ficam bravas quando digo que não é musica, mas não é. Swingueira é ritmo. A não ser que você queira considerar esses trechos como musica (eu não considero).:

*Pra frente, pra frente Cintura cabeça Tchubirabiron Olha pra frente, pra frente Cintura cabeça

*Balacubaco, mexer o Balacubaco,Mas o gostoso é até embaixo, O gostoso é até embaixo, gostoso até embaixo.

E para não dizer que é implicância com Parangolé:

*Mexe o balaio, mexe o balaio (7x) Então...

Ôôôôlha o balaio lêlêlê (2x)

9 comentários:

krol_mateus disse...

ta impaguavel marida,muito bom,muito bom mesmo!
arrazou!

Eliana disse...

Nessa questão musical, meu gosto é amplo... Mas não considero os funks, axés e outras coisas que não vou citar...

Atualmente é muito difícil encontrar boas letras e músicas que façam a diferença, salvo raras exceções. Pra mim, as décadas de 80 e 90 foram a melhores musicalmente falando, é tanto que grandes nomes dessa época conquistam uma legião de fãs até hoje.

Beijos!

eraumavezchaplin disse...

Bom...concordo com tudo que há escrito neste artigo. Ressalto também a questão da música erudita, como os pré-modernistas do século passado, que ainda estão vivos, são uns merdas cara! Os caras são muito experimentais, usam coisas nada convencionais e que machucam os ouvidos. São raras as exceções (tais quais Alfred Reed).

Pensando melhor...os compositores de jogos e filmes também são compositores pré-modernistas, então não acho que tudo esteja tão perdido assim pra música erudita.

Sou músico, poeta, amante da psicologia, da física, química, geografia, história, filosofia, sociologia, filologia e de todas as outras coisas...mas eu sempre serei, primordialmente, um músico, porque essa é minha vocação maior ^^ E eu fico triste/angustiado/furioso/sufocado ao ouvir os lixos que rondam as rádios e a internet, tal qual o próprio Parangolé. Tenho repúdio à lei que diz que o funk é PATRIMÔNIO NACIONAL! Simplesmente repúdio. Sendo que o funk raíz (Funkadelic, ouça, é uma delícia) é algo de outro mundo de bom!

Enfim...eu poderia falar muito mais, mas acho que você já entendeu meu ponto :D Gostei do seu blog também ^^

César Costabboy disse...

Atualmente existe muita música boa, tanto as da mídia como chico, lulu santos, adriana, joao bosco ,djavan dentre outros, como as anonimas, tais como tomoyo, narguilê(de teresina por sinal),e várias.

Entao, sempre fico pensando nisso e percebo que as pessoas que estao ficando com o gosto musical cada vez mais ruin ou nem tem gosto musical. se tem muita zuada por ai a culpa nao é de quem faz a zuada e sim de quem gosta de escuta-la.

Tem coisa melhor do que tomar uma escutando uma boa música nao. Mas gosto...sabe como é ne!?

SUSANA disse...

Eu rí muito com esse texto;ele diz de uma forma bem humorada a verdade...
^^

Luiz Wagner disse...

Hahah!

Engraçado ver que cada pessoa tem seu ponto de vista em defesa ou não disso, mas esse preconceito musical deveria ser colocado em pauta. Não é porque se escuta musica erudita que um sertanejo vai se tornar música ruim. Música ruim, música boa? Ah! estamos em pleno séc. XXI, onde a frase é: "O mundo é gay!", e ainda assim existe tais preconceitos... Meu comentário é grande, mas funk, "swingueira", forró, sertanejo, enfim tudo isso é música, mas o ponto é até onde ela influência a sociedade, de forma que dependendo da camada social você verá um certo tipo de música penetrando constantemente. É algo que está além de involução, evolução, preconceitos, ou até mesmo gosto e sabe o que é? Mídia, dinheiro, mercado... Fica então a reflexão dos pontos de vista do post e dos comentários acima a minha contribuição...

Jessica Soares disse...

... comentarios sinceros ^ ^
Adooro temas polemicos!

Tiago Borges disse...

Você esteve no meu blog, falou pra eu ler esse texto seu e aqui estou! Concordo com você. E me dá uma certa tristeza saber que o mundo está passando por um excelente momento musical, mas que o Brasil está totalmente excluído disso. Há muito tempo eu acredito que no Brasil as gravadoras subverteram a ordem natural da cultura musical. O natural (e assim era no Brasil anteriormente à decada de 80, é as pessoas se identificarem com as bandas e então elas fazerem sucesso. No Brasil, atualmente, as gravadoras escolhem as bandas que irão fazer sucesso, pagam as rádios pras suas músicas tocarem sem parar, e as pessoas acabam aceitando aquilo. Essa é a fórmula para o cenário musical ridículo e lamentável que vivemos aqui. A sorte, como eu disse naquele texto, é que Deus é bom, e criou a globalização, possibilidando fugas culturais pra lugares bem longínquos... Bjs,
http://cafeincidental.blogspot.com/

Tiago Borges disse...

Seguindo.